sexta-feira, 2 de março de 2007

Marcha das Mulheres dia 8 de março. Participe !


A SOF é uma ONGs que participa da coordenação internacional e nacional da Marcha das Mulheres.
Maria Fernanda da SOF contou que durante todo ano as mulhers se reunem e debatem temas ligados as realidades das mulheres, "no mês de março a gente redobra os esforços em função da comemoração no dia 8 para que haja um ato bem forte que unifique todo o estado na bandeira feminista".
Devem e podem participar todas que estão em movimentos de mulheres e mistos também, movimentos dos trabalhadores sem terra, sindicatos, enfim todas a mulheres que querem construir um 8 de março, os partidos políticos deverão também estar unidos a esta Marcha.
Este ano a Marcha Mundial de Mulheres vai trabalhar com 4 pontos principais:
1 - Direito ao trabalho e denúncia da divisão sexual do trabalho. As mulheres sofrem ou com desemprego ou com trabalho sem regulamentação;
2 - Soberania alimentar a discussão contra o agro negócio, do latifúndio, que faz esta inversão do urbano com o rural.
3 - Não a violência sexista: lei Maria da Penha. Não se quer construir cadeias para que os homens lá seja colocados mas sim mudar o comportamento de agressão deles.
4 - Legalização do aborto. Se o estado laico, as orientação religiosas não devem orientar a sociedade. As mulheres ricas continuam fazendo o aborto e as pobres também mas seus métodos tem levado muitas a morte.
Muitas conquistas aconteceram durante este tipo de luta, as mulheres a anos atrás não podia votar, hoje isso parece banal, mas foi um avanço importante, porque a mulher é capaz de pensar e de escolher, além é claro de conquistas pontuais, quando a Lei Maria da Penha é aprovada mostra que o problema da violência doméstica existe e começa a ser tratada pela lei de maneira eficaz.
O padrão que oprime as mulheres e denunciado pela Marcha. Como e porque a mídia, as revistas "coisificam" as mulheres, fizemos muitas músicas como por exemplo: Somos mulheres e não mercadoria ou Mulher não é só bunda e peito. É combate a imposição de padrão de beleza que não respeita o biotipo da mulher brasileira e o padrão não existe. E aí vc entende o porque da fabricação deste padrão de beleza, é silicone para tudo, o Brasil é o segundo país em cirurgia plástica. Isso coloca na vida das mulheres uma depressão, um sentimento de inferioridade e como fica a estima de uma mulher pobre que não pode fazer a operação ou então elas se endividam e não conseguem pagar.
Outro tema discutido é a divisão do trabalho, o doméstico é destinado para mulheres e o da produção é dos homens. O da reprodução e cuidado com crianças, os cuidados e sempre o das mulheres. Quando a mulher vai para o trabalho é colocada em uma posição de muito mais insegurança, quem se preocupa com isso são as mulheres que são sobrecarregadas e com salário inferior e nem consegue ser registrada, além do assédio moral e sexual que é o cotidiano, uma situação de insegurança.É uma sociedade que determina um papel para mulheres que a Marcha pelas mulheres renegam e repudiam.
No dia 8 de março a grande manifestação na Avenida Paulista denunciar estas realidades e dizer: FORA BUSH que estará visitando São Paulo e que o símbolo do sistema patriarcal e capitalista que a gente condena e que fora do Brasil e da América Latina. Um dia de luta e demonstração de força: as mulheres sempre estão na vanguarda das lutas, seja por terra, seja por casa, por saúde, por educação.
Só muda se você sair de casa e for para a rua. Dia 8 as mulheres esperam você.
www.sof.org.br

Martinho da Vila no show da Marcha pela Paz.


Martinho da Vila participou do show que finaliza a tradiconal Marcha pela Paz que tem aberto todos os Fóruns Sociais e disse que era uma boa emoção estar do Fórum Social Mundial, sempre desejou vir neste evento e agora em 2007 teve a felicidade de ser convidado para participar fazendo o show de abertura. O convite partiu do IBASE e teve o patrocínio da Petrobrás. Ele acredita que um outro mundo é muito possível e o que mais pode colaborar com este objetivo é a música, é a arte. Todas a mudanças, todas as ações afirmativas que aconteceram historicamente pelo mundo foram amparadas pela música e pelas artes de uma maneira geral, então é importantíssimo essa participação. Esse Fórum é essencial porque todos que aqui vieram: as organizações, as pessoas de uma maneira geral, tem uma preocupação social básica. Pessoalmente acho que a revelação de que a Africa não é uma grande floresta, como alguns pensam no Brasil, isso aqui é uma cidade, limpa e as pessoas solícitas e até os políciais, pessoas de segurança todos atendem com sorriso isso é muito bom. Assim Martinho se colocou a respeito do VII Fórum Social Mundial em Nairóbi.
Martinho abriu com uma seleção dos seus sucessos:

QUEM É DO MAR NÃO ENJÔA

Quem é do mar não enjoa, não enjoa
Chuva fininha é garoa, é garoa
Homem que é homem não chora, não, não chora
Quando a mulher vai embora, vai embora

Depois

CANTA, CANTA MINHA GENTE

Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza prá lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
Que a vida vai melhorar,
Que a vida vai melhorar
Que a vida vai melhorar,
Que a vida vai melhorar

Depois

O PEQUENO BURGUÊS

Felicidade, passei no vestibular
mas a faculdade é particular
particular, ela é particular
particular, ela é particular
Livros tão caros tanta taxa pra pagar
meu dinheiro muito raro,
alguém teve que emprestar
o meu dinheiro, alguém teve que emprestar
o meu dinheiro, alguém teve que emprestar

Depois

CASA DE BAMBA

Na minha casa todo mundo é bamba
todo mundo bebe todo mundo samba
Na minha casa não tem bola pra vizinha
não se fala do alheio, nem se liga pra candinha
Na minha casa ninguém liga pra intriga
todo mundo xinga, todo mundo briga

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

All Gore defende meio ambiente


All Gore o vice-presidente durante o mandato de Clinton (1993-2000), e derrotado na campanha de 2000, foi defender o meio ambiente na entrega do Oscar que atrai a atenção de milhões de pessoas por todo o mundo.
O filme-documentário “Uma Verdade Inconveniente”, lançado no Brasil no mês passado, traz uma breve menção ao Catarina. All Gore diz: “Em 2004 os livros escolares tiveram que ser revisados, pois eles costumavam dizer que era impossível um furacão aconteceu no Oceano Atlântico Sul. Naquele ano, pela primeira vez na história, um furacão atingiu o Brasil.”
Ele enfatiza os dados que comprovam o aquecimento global e convoca as pessoas a combater também individualmente o problema, pois as consequências serão devastadoras.
Nesta aparição Gore se mostra como alguém que já foi ex-presidente, que contiua vivo na disputa e que defende causas de meio ambiente, pontualmente no Brasil faz um contraste com Bush que chegará em São Paulo para uma visita no dia 8 de março. Os movimentos sociais já preparam uma "calorosa"(sic) recepção o presidente americano.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Global Young Greens


Mirian Maialem, representante da ONG, voluntária, e ativista do grupo na Irlanda. Ela encontrou no FSM grupos de diferentes países e continentes, América do Sul, Ásia, África. Foi na Austrália o congresso do Global Young Greens nesta semana e um dos assuntos foi desenvolvimento sustentável, comércio justo tudo que tem a ver com os princípios verdes. Nossa associação tem representações de todo mundo. Eu morei no Brasil em São Paulo no ano de 2003 e fui conhecer Amazonia, Minas Gerais e Nordeste e fui convidada a participar deste fórum. Sou formada na área de desenvolvimento sustentável e também sou intérprete e milito na Irlanda, o pensamento é pensar global e agir local, como se fala em Porto Alegre um novo mundo é possível.
A diferença de Porto Alegre, é que hoje tudo está sendo realizado em um mesmo local, aqui no estádio. Eu percebo que aqui existem mais ONGs e no caso de Porto Alegre eu vi muitos participantes individuais. Outra coisa é que a participação da África é predominante e em Porto Alegre aconteceu o apoio do governo e da prefeitura coisa que não percebo aqui em Nairóbi. Acho que a sociedade civil não veio porque chegar até aqui é muito caro. Eu acredito que o intercambio de idéias vai ser muito intenso e isso é excelente para o desenvolvimento sustentável e para criação de parcerias.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Militante de ONG americana quer mudar o EUA


Monami Maolik militante da ONG Grassroot Global Justice dos Estados Unidos .

Gostaria que você contasse um pouco da sua organização para gente e sobre o seu trabalho.
Nos somos dos Estados Unidos nossa organização nos chamamos Grassroot Global Justice nossa delegação é composta de 70 pessoas de todo canto dos Estados Unidos, que trabalha em muitas comunidades negras, comunidades pobres, com jovens, com estudantes, com trabalhadores, com mulheres que lutam por justiça social todas as coisas pelo meio ambiente, pelo direitos de moradia, pela saúde, pelos direitos de imigração, e estamos aqui juntos no Fórum Social para participar com todo o mundo e mostrar que existe um novo olhar da América e esta é a nova cara da América.
É a primeira vez que você vêm ao WSF ? O que vc está achando?
Nos achamos que o povo dos Estados Unidos das comunidades do Grassroot são pobres e isso não é um previlégio dos Estados Unidos, e justamente agora no mundo onde os Estados Unidos está destruindo outros países e os Estados Unidos está criando mais e mais guerras ocupando outras nações nos temos um forte mensagem para o resto do mundo não é todo mundo no nosso país que acredita no que o nosso governo está fazendo e nós estamos propondo um movimento de reconstrução internamente nos Estados Unidos para lutar por justiça não somente lá mas refrear os Estados Unidos “canibal” para não matar mais, não militarizar mais, não mais criar acordos indecentes, que tem matado muita gente em todo mundo.
É a primeira vez que vc está no WSF?
Para mim é minha segunda, mas para muita gente aqui é a primeira.
Você foi ao Brasil?
Não, fui a Mombai.
Qual sua expectativa sobre o evento?
Como a cruzada que a delegação americana nós queremos trabalhar e construir , construir relacionamento com o pessoal de todo mundo, pelo mundo trabalhar nos assuntos similares: moradia, educação, saúde por nos entendemos que tudo está conectado e queremos estar juntos porque no próximo ano, nós entendemos que não teremos o WSF mas um dia de ações ou uma semana de ações nos esperamos que no próximo ano grupos de americanos possam trabalhar com outros grupos de todo mundo, fazendo ações onde estes assuntos estejam mais presentes no mundo agora.
Um novo mundo é possível? Porque?
Nós não acreditamos somente que um outro mundo é possível mas um novo mundo é necessário. Se nós continuarmos destruir o planeta como estamos fazendo, continuarmos a empobrecer as pessoas, continuarmos a criar guerras, pelo poder do imperialismo aí nenhum de nós estará aqui em poucas décadas. E todos nós temos que apostar em salvar não somente o meio ambiente, mas impulsionar o mundo que é feito de gente e não de lucro.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

FSM de Nairóbi e seus primeiros números.


Segundo o Comitê Organizador Africano e o Comitê Internacional, chegou a 60 mil o número de pessoas inscritas oficialmente e foram realizadas 1.200 atividades gestionadas. Em termos de distribuição por país, cerca de 80% de participantes foram do Quênia ou de países vizinhos e cerca de 20% de fora do continente.

Um ponto a destacar neste Fórum foi a marcante participação de grupos populares organizados por igrejas.

Em relação à participação estrangeira, foram pelo menos 400 italianos(as), 450 franceses(as), 600 norte-americanos(as) e cerca de 400 brasileiros(as).

Durante o evento, cerca de 300 propostas formuladas por 21 Fóruns de Alternativas, Lutas e Ações foram apresentadas ao público.

Enquanto nos Fóruns anteriores não se balizavam próximas ações baseadas em resultados de consenso obtidos no final dos Fóruns neste sétimo evento as propostas devem servir de base para as Jornadas de Mobilização, que serão realizadas em janeiro de 2008 ao redor do mundo, paralelamente ao Fórum Econômico de Davos. A idéia é que a sociedade civil, mais até do que o próprio Comitê Internacional do FSM, aproprie-se dessas propostas e articule-se para torná-las uma realidade.

Água acessível a todas as pessoas, campanhas em nome da paz, da democracia, pela proibição de despejos e defesa das moradias populares, direitos humanos, direitos das mulheres e respeito à diversidade, direitos das crianças e adolescentes, distribuição de terras, quebra da patente de remédios e saúde acessível para população carente são alguns dos temas tratados no conjunto de propostas que, em breve, estarão disponíveis no site do Fórum Social Mundial e aqui neste blog.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Carnaval paulista enfoca social e ecológico

No desfile das escolas de samba no primeiro dia de Carnaval em São Paulo das 7 escolas pelo menos 3 cantaram sobre temas relacionados ao social e ao ecológico.

A Imperador do Ipiranga localizada junto a maior favela paulistana, a do Heliópolis, cujo nome Imperador nasceu, porque naquele bairro é que D. Pedro I declarou independência. Ela foi a primeira a desfilar. Seu samba foi sobre o ferro e o aço e o seu quarto carro dedicado a reciclagem do aço para preservação do meio ambiente.
A Tom Maior dedicou todo seu tema ao trabalhador brasileiro, a sua exploração, a sua luta e suas conquistas. Em um dos carros mostra que a data de Primeiro de Maio nasceu da reivindicação da jornada de 8 horas e outro com relógios evidencia as horas trabalhadas em excesso. A letra do samba dizia:
Quero ter o meu direito,
chega de exploração.
Com licença, eu vou a luta.
Faço greves, vou prá rua
Digo não a opressão.
A Tucuruvi falou da importância das energias renováveis da natureza: a terra, o ar, o calor e a luz do sol . A Isabela Oliveira, na foto, mostra os carros com o símbolo do gafanhoto que vem do nome dado ao bairro: Tucuruvi que em tupi guarani significa gafanhoto verde. Um verso diz:
Ó meu Senhor,
muito obrigado por nos contemplar
com a natureza a se recriar e
renovando em harmonia
a noite anunciando o novo dia.
Pois é, este foi o primeiro dia de desfile e me parece importante que comunidades inteiras se reúnam para discutir e aprender temas como estes que colaboram para a mudança de mentalidade das comunidades e também irradiam estas letras e palavras para todo povo que tem no Carnaval uma maneira de extravasar a pressão do dia a dia. E nas comunidades pobres estas pessoas passam a ter uma apoio porque podem pertencer a um grupo que pensa a favor da terra e do ser humano.
É claro que nem tudo são flores, que nas comunidades pobres existe a manipulação da parte má que nela habita e floresce: criminosos, traficantes etc, mas o dito lado privilegiado da cidade também não tem a sua parte podre? Os podres perfumados que andam de carros importados mas que também manipulam cuidando dos seus interesses e destruindo o próximo ao invés de amá-lo.
Uma nova sociedade é possível e só vai acontecer com mudanças de pensamentos e de paradigmas, finalmente a base de tudo isso são os valores.
Cada grupo tem que fazer a sua parte e transformar os valores para valer. Por isso um novo mundo é possível depende de cada um e de todos.