
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Próximo Fórum Social Mundial, em 2009, será em Belém do Pará

segunda-feira, 23 de abril de 2007
Terminou o Congresso de Negras e Negros
sábado, 21 de abril de 2007
Congresso de Negras e Negros do Brasil.
Aconteceu ontem, dia 20 de abril de 2007, o ato de lançamento para o Congresso de Negras e Negros do Brasil em Belo Horizonte - Minas Gerais. Várias entidades estiveram presentes, autoridades públicas e a Ministra Matilde Ribeiro da Secretaria Especial da Presidência da República para Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).
A abertura foi no auditório do CREA-BH e o hino nacional foi entoado de maneira criativa pelos artistas da ONG Pandolelê, Sassá e Marcim. Os artistas entoaram o hino com percussão corporal.
Em breve as entrevistas serão colocadas aqui.
Hoje será o segundo dia do evento que continuará no SESC - Venda Nova.
sábado, 7 de abril de 2007
Candido do IBASE e o desafio do FSM em Nairóbi
Como o Ibase começou?
O Ibase é uma criação das pessoas voltando do exílio com a democratização no Brasil, Betinho, que é o mais conhecido, Carlos Afonso e Marcos Arruda. Eles no exterior mudam um pouco a própria experiência a própria cabeça e já não se preocupam mais em conquistar o estado como eram as visões da esquerda de antigamente, estão mais preocupados em organizar a participação da sociedade. E aí montam o Instituto para a Base, IBASE, que depois deu este nome complicado: Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, você tinha que decifrar a sigla, nós acrescentamos o Betinho depois da morte dele então ficou Instituto do Betinho, em memória ao legado, mas é uma criação de uma entidade de cidadania ativa pensando em como trazer as questões dos grupos excluídos, populares que reivindicam direitos de democratização da sociedade brasileira, que combate a desigualdade, trazer para a agenda pública. O IBASE é sobretudo um instituto, que faz pesquisa sim, mas não pela pesquisa, faz análises para construir questões que transformem isso em agenda pública em debate público, que motive a cidadania a reagir e que formule suas propostas.
Então Fórum para nós, por exemplo, cai bem no espírito do que é o IBASE.
O IBASE tem uma missão, um objetivo e realiza coisas de relevância que a sociedade acaba conhecendo, conta um pouco disso para gente.
O IBASE como missão é a mais substantiva democracia na sociedade brasileira, essa simplificadamente seria a missão, ou seja, todos os direitos humanos para todas e todos os brasileiros e brasileiras, esse é o princípio do IBASE.
Na história do IBASE a gente foi acompanhando muito a própria democracia no Brasil, um dos primeiros trabalhos conhecidos do IBASE foi tentar coordenar uma plataforma de reforma agrária, existiam movimentos, antes de existir o MST, antes da Contag ter isso, tinham as igrejas, então se fez a campanha nacional pela reforma agrária que foi dar no ministério da reforma agrária do governo Sarney, governo de transição. Depois o IBASE trouxe a questão das crianças de rua para o debate público brasileiro, as crianças de rua existem a muito tempo, mas fazer investigação e mostrar que este era um problema que a sociedade podia resolver, era inadmissível que não resolvesse. O IBASE trouxe estudos mostrando com a gente ao invés de resolver o problema matava as crianças, inclusive isso tudo era sobre o assassinato de crianças e adolescentes de rua. O terceiro foi a campanha contra a fome. A fome também é secular no Brasil mas transformar isso em agenda pública que vai em tudo isso, que está na história do país. A campanha da cidadania Contra a fome e miséria pela vida, deu em um ministério e hoje tem um conselho nacional de segurança alimentar e tem o bolsa família, vamos dizer, é isso que nós buscamos. O IBASE tem essa função. O IBASE também, um outro exemplo, atua na responsabilidade social das empresas como trazer isso para o debate público. Nós queremos empresas responsáveis no seu negócio. Esse é um outro exemplo de iniciativa do IBASE. Outra preocupação mais recente é o Fórum, a idéia não é do IBASE, mas o IBASE adere e traz a sua capacidade de mobilização que é fundamental sobretudo a relação internacional o IBASE era a ONG das organizações a mais internacionalizada pelo seu nascimento ser internacional que traz e viabiliza o Fórum, na formação de parte do comitê organizador do Fórum 1, 2 e 3, depois viramos uma espécie de secretariado internacional que hoje se chama grupo facilitador brasileiro do Fórum Social Mundial e que então eu estou em todas a edições, mas envolvido na cozinha do Fórum não só no evento, não sou só um participante. Estive duas vezes em Nairóbi no ano passado, respresentando o IBASE aqui e minha colega Moema que esteve comigo esteve mais vezes e veio antes ajudando efetivamente o grupo organizador e nós com apoio da Petrobrás mandamos 4 ou 5 pessoas do nosso secretariado de São Paulo, mandamos para cá, para ajudar na montagem do programa, na organização, trazer a experiência brasileira e socializá-la aqui.
Muito bom. Você falou um pouco da organização que nós buscamos compartilhar com nossos irmãos quenianos, como foi esta caminhada, porque a organização é gigantesca.
Foi uma longa caminhada no final do primeiro Fórum em Porto Alegre eu sentei com o Tauffik que é uma das principais pessoas na organização aqui do Fórum sentamos para pensar: Quando vamos chegar na África? Porque estavam 10 pessoas da África no primeiro Fórum e acho que chegamos a 250 ou 300 no Fórum de 2005, lá em Porto Alegre. Sempre é pouco, o Fórum se organiza em um lugar e tem que ser mundial então ele tem que ir ao mundo, e é esse o espírito daqui. Então nós virmos aqui foi um desafio, primeiro há esta divisão, porque social e civil vivem os dilemas que as sociedade vivem, nós somos divididos também, somos desiguais, todos esse problemas, então, construir isso, que não fosse um Fórum que aprofundasse as desigualdades e as tensões que existem aqui, foi já uma coisa. Primeiro nós não fomos para a África do Sul, porque todos são unidos contra a África do Sul, essa hegemonia a nível inclusive de sociedade civil. Já é um feito não ir para a África do Sul, mas também não é um alternativo que é o Senegal. Porque há os franceses e o ingleses aqui, nesta festa colonial, nós viemos no meio, ta no coração da África, está a esquerda deste continente, é o que tinha um sociedade civil, tem uma sociedade civil mais vibrante. Isso é uma condição, a autonomia do Fórum supõe que não somos nós a organizar e o comitê local e regional, no caso deles é regional. É um comitê que envolve, aqui o Nairóbi no Quênia, envolve Uganda, Tanzânia, Etiópia e Somália. É o Este, Leste da África, que está envolvido na organização, mas estamos dando o apoio total a eles. Eles tem iniciativa, tudo é deles, mas a discussão metodológica, enfim, estive aqui em setembro para escolher este lugar, porque era para ser no Uhuru Park, mas lá tínhamos que construir tudo que construímos em Porto Alegre, aí, haja dinheiro aqui em Nairóbi para fazer isso porque tinha que importar equipamento. Então aqui a infra-estrutura deste centro de esportes doado pelos chineses, porque a nova cooperação é chinesa no sentido de acesso a recursos naturais, isso foi tudo doado pelos chineses e é um modelo igual, eles tem em vários países aqui na África, mas é subutilizado, afinal , porque eles são corredores e não jogadores de futebol então é um estádio meio...mas tem uma infra como nós nunca tivemos em nenhum Fórum. É o Fórum, nesse sentido, melhor, mas temos muitos problemas. Nós não conseguimos resolver o problema da inclusão. Ele tem várias iniciativas pequenas, o IBASE criou um fundo de solidariedade seu trouxemos 5: lá do lixão de Caxias, veio da cidade de Deus uma mulher, veio outra mulher do Boréu, veio que eram dois quilombolas, é onde o IBASE trabalha concretamente. Então, estão aqui no Fórum é uma experiência única para eles, mas vê o tamanho, tinham mais de 60 mil inscritos, aqui até ontem, inscritos, não sei quanto vai dar no final, inscritos, gente que pegou o crachá, assim mesmo claramente não veio o favelado de Nairóbi. Aconteceram manifestações aqui, mas a gente não via favelado de Porto Alegre em Porto Alegre, esse é um problema atravessado no Fórum, nós somos a elite das organizações. Como enfrentar isso. A discussão nossa também é veja funcionou mal, o evento é muito grande, nós temos que melhorar, não estamos sabendo lidar com isso. Por exemplo, os problemas de logística como língua, há uma questão política de o máximo de língua, a gente não consegue fazer do inglês para o português, francês, imagina fazer para o swahili, fazer para outras línguas africanas e um desafio monumental, então funcionou a tradução solidária, mas a solução compromete o diálogo, é e não é, porque também tem as linguagens visuais da manifestação, da roupa, da dança, do tambor, porque os sons africanos são incríveis e teve uma demonstração disso. Então aqui desde 60 mil, 50 e poucos mil, são africanos, o que deu uma cara nova para o Fórum, nós hoje podemos dizer somos de fato mundiais, a diversidade é maior do que a gente pensa, é mais complicada do que a gente pensa, mais difícil de lidar com isso. Essa universidade aberta que é um pouco a cidadania planetária, com eu considero o Fórum, ainda temos muita metodologia a desenvolver, assuntos práticos a desenvolver, tem uma questão de auto financiamento a desenvolver, enfim “n” coisas desta ordem.
Trazendo a questão para o regional local, como tem sido as discussões sobre as grandes temáticas como a fome, a pobreza, AIDS, migrações, genocídios. Como tem sido, no seu ponto de vista?
Era evidente que iríamos agregar novas dimensões da problemática, que para nós brasileiros, não é tão presente. A migração é claramente um tema, a AIDS, que também é para nós, mas aqui é dramática, está dizimando populações sobretudo nessa parte subsariana, tem países que baixaram em 20 anos a expectativa de vida. A própria África do Sul, que é mais desenvolvida, baixou em 20 anos, de 61 para 46 eu acho, mas tem alguns países como Zimbábue, Moçambique, que baixou para menos de 40 anos a expectativa de vida e existem cidades, vilas, que tem só órfãos quase os pais já se foram.
Então você tem um problema totalmente novo, mas tem o problema da dívida também que é mais dramático aqui do que lá. O problema da água, um tema que aqui foi muito importante. Os temas clássicos presentes não com as ênfases daqui. Um questão que é bem presente que é bem particular daqui da face africana e da resistência africana que é bem recente porque eles são independentes há 40 ou 50 anos os mais antigos, é muito recente tudo isso, então esta história de resistência a construção de entidades públicas, estado, institucionalidade, isso a gente tem muito a aprender com eles.
A religião, a espiritualidade, foi uma marca específica deste Fórum. As igrejas nunca estiveram tão presentes de forma tão orgânica como estiveram aqui. Elas tem um papel junto as populações mais excluídas fundamental. Elas são provedoras de muitos serviços educação, saúde, certa proteção social e elas estão transformando isso em questões de direitos e daí então o Fórum que trouxe esta dimensão que combina a história milenar da África com muita presença dessa mistura de religiosidade e cultura e identidade, essa síntese que é própria da África e acaba influindo no que nós somos como brasileiros. Nossa cultura tem muita sensibilidade igual, digamos assim, por causa da nossa origem, não tivemos Fórum assim, acho, tão marcadamente com estas novas questões.
Queria agradecer as suas palavras e compartilhamento da sua experiência comigo e com todos que irão conhecer tudo isso e agradecer também o apoio que vocês nos deram para estarmos aqui e parabenizá-lo pelo trabalho e dizer: nessa luta conte com a gente.
Muito obrigado, conte também conosco.
sexta-feira, 30 de março de 2007
Chico Witacker nosso Brother
Eu acho que é a confirmação de que se fossem abertos espaços deste tipo pelo mundo afora é algo que precisa ser feito mesmo e ser repetido várias vezes. A quantidade de coisas que estão acontecendo, as reuniões, as mais diversas, as mais inesperadas. Debates pegando questões como a própria noção do espaço do Fórum, eu participei pelo menos de dois, que vão fundo nas questões: Para que o Fórum? Para que o espaço aberto?, e outras, até verificar um grupo de mulheres aidéticas que se reúnem para trocar experiências e ver como superar, africanas de diferentes países ou jovens que se encontram para ver exatamente do ponto de vista deles, tudo isso está acontecendo aqui, são mil atividades diferentes nestes três dias.
Porque eles descobrem inclusive que podem ser sujeitos, tem gente aqui que é do movimento Mau Mau, nos tempos de juventude os Mau Mau apareciam para a libertação do Quênia, era tudo meio combinado com terrorismo, coisas de hoje, eram os povos se libertando, eram os grupos querendo saída da dominação. Eles tem um movimento que diz: Mau Mau lutando contra o terrorismo desde 1980. É o que diz no cartaz deles. Na marcha de abertura, estavam lá os velhinhos os sobreviventes, daquelas primeiras lutas, primeira vez que estão tendo oportunidade de aparecer, peito aberto para ao sociedade, nós existimos, queremos fazer coisas queremos ajudar. Então a busca de alternativas, por exemplo, eu soube que o pessoal que trabalha com a água tem uma chamada, deram para juntas as mais diversas iniciativas e chamadas e estão partindo para outras.
sexta-feira, 23 de março de 2007
Cristina Carvalho Pinto e o mercado ético.

O Mercado Ético é uma plataforma multimídia que nasceu do coração e da mente de uma mulher que eu considero o maior gênio feminino da humanidade e com certeza um dos três maiores entre masculinos e femininos da nossa era. E a Hazel Henderson, se a sua curiosidade for grande acesse http://www.hazelhenderson.com/. Essa mulher, só para você ter uma idéia da genialidade dela ela nunca se sentou num banco de universidade, no entanto, ela é inglesa, na época do pós guerra a Europa muito deprimida, ela foi morar no EUA, se casou e teve uma filha. A menina voltava todo dia no final da tarde, brincava ia para a escola e voltava com o corpo todo sujo de fuligem e ela começou a falar: Nossa ! Isso que eu estou falando é na década de 50, a Hazel hoje é uma mulher de, imagino eu, 75 anos, e que dá um banho em todos nós. Ela falava: Meu Deus como é que pode, minha filhinha. E começou a falar com outras mães e descobriu que todas elas, realmente estavam impressionadas, porque a criança brincava um pouquinho e já subia, assim, parecia uma camada de alguma coisa forte sobre a pele. Então ela fez, na verdade, um grande movimento de mães em Nova Iorque, ela escreveu para o prefeito, ela fez passeata, foram as ruas, acho que foi talvez o primeiro grande movimento de cidadania destas últimas décadas, de uma dona de casa. E este movimento acabou levando este grupo de donas de casa e mães para o prefeito. O prefeito acabou mexendo com a questão da emissão de poluentes da indústria em Nova Iorque, estou falando de há muitas décadas. E essa mulher começou a perceber que ela tinha uma agudeza de visão para o mundo da macro-economia. Para fazer a história curta, ela começou a se corresponder com os grandes PHDs das grandes universidades do mundo, acabou ganhando o título de honoris causa em economia por todas a grandes universidades que se pode imaginar. Criou um processo de mídia, que aliás ela faz a muito tempo, o mercado ético é um novo produto desse processo, pelo qual, ela vai de forma muito clara, muito simples e muito prática mostrar o que está errado na nossa visão econômica e como é que a gente pode rapidamente implementar sistemas novos sustentáveis que tragam mais harmonia mais equidade, que sejam mais equânimes para o ser humano para as nações, para corporações, mais éticos, mais justos, etc. O mercado ético, no fundo, é isso, uma plataforma multimídia. Nós temos o portal, esse portal tem uma dinâmica incrível, muda todo dia, programas de televisão todo dia, entrevistas incríveis, e nós temos o portal, a televisão e um desdobramento destes produtos voltados a sustentabilidade que é o tema do mercado ético, para dentro de empresas, das universidades. Então a pessoa que está acessando o portal fala: Puxa vida, eu queria contratar um desdobramento dentro da minha empresa, eu estou interessado nestes temas aqui, esse, esse e esse. Ela entra em contato e a gente monta um trabalho a 4 mãos e fica meses trabalhando para que haja uma transformação, inclusive das culturas empresariais.
Se você é movido como nós, no fundo, no fundo, pelo afeto, por tudo, por todos, continua nessa linha porque nós temos um longo caminho aí pela frente. E se quer conhecer mais da gente entre no nosso portal: http://www.mercadoetico.com.br/
quinta-feira, 15 de março de 2007
DANNY GLOVER no Fórum Social de Nairóbi
Danny um dos protagonistas do filme Máquina Mortífera esteve no Fórum representando uma ONG chamada Tran África Forum e falou a respeito do Fórum e vários assuntos.
Qual o seu propósito em estar aqui na África?
Em primeiro lugar deixe-me dizer obrigado, antes de tudo, obrigado, por esta conferência com a imprensa este fato é próprio, uma reunião com a imprensa ocupando uma sala da gente brasileira. O povo do Brasil que apóia muito o motivo de um outro mundo é possível e algumas missões e os objetivos do Fórum Social Mundial. Eu de fato; nas primeiras reuniões foram em Porto Alegre e deixou no começo uma imagem indelével à possibilidade que existe conosco seres humanos neste planeta. Vamos ao ponto da razão porque eu estou aqui, então razão para eu estar aqui são muitas, nós estamos participando de sete conferências de imprensa uma especial do impacto da guerra sobre o terrorismo nas comunidades, nas nações em todo mundo, o impacto da guerra do terrorismo sobre as idéias da democracia. Esta é um dos motivos que estou aqui, para participar ouvir e escutar o povo. Nós temos uma especial afinidade com a secretária para as políticas e promoções, ah..promoções de políticas contra o racismo, nós temos um especial relacionamento com ela, relacionamento que começou diretamente e nasceu na conferência sobre o racismo e xenofobia na África do Sul, eu estive em Durbain 2001 na África do Sul, então tem muita coisa para falar aqui e umas das coisas que temos que falar para nós agora é apresentar a nova diretora executiva para a Trans África Forum. Eu sou o presidente do conselho da Trans África Forum mas eu quero apresentar a Nicole, ela é a nova, é muito brilhante e muito especial.
Bom você é a nova executiva da Trans África Form, qual é a missão desta instituição ?
Trans Africa Forum é uma instituição americana de trinta anos para organização de políticas e nos dedicamos a garantir que um novo mundo é verdadeiramente possível para o povo do mundo africano. O mundo africano não é somente o continente africano que nós temos muito prazer em estar aqui para celebrar este momento histórico que pela primeira vez o Fórum Social Mundial acontece aqui no continente da África. A missão do Trans África vai além do continente africano nós estamos interessados em assegurar que as políticas americanas sejam justas e limpas, para o povo do mundo africano incluindo os caribenhos e os latinos americanos. Nós estamos muito interessados no que acontece com os afro-descendentes na América Latina e o que a sociedade civil e os governos estão fazendo para garantir suas políticas de justiça e transparência para este povo.
Você acha que Hollywood pode produzir filmes para induzir o mundo para uma nova consciência e um novo mundo?
Eu acho que nos também procuramos por novos caminhos que podem criar um novo mundo e também outros caminhos onde poderemos promover imagens que reforcem a imaginação do povo, imagens que reforçam a solidariedade dos povos, que reforcem suas identidades nacionais e étnicas, este é o tipo de história do filme, falando historicamente que nos promovemos e que precisamos promover. Que falam de um mundo justo, um mundo de valores da contribuição de cada um, a contribuição dos afro descendentes, a contribuição dos descendentes dos espanhóis, dos descendentes dos asiáticos, dos descendentes europeus, eles todos devem trazer histórias fundamentais e o foco que cada um de nós espera ou nossas expectativas são: Quem somos nós como seres humanos neste planeta. Este é o tipo de filme que deve ser feito, eu estou muito animado com isso e quanto mais eu estou nesse negócio eu fico cada vez mais animado com este tipo de filme, porque eu vou a lugares no Brasil, lugares na Venezuela, eu vou em lugares como Quênia, lugares no Sul da África e lugares em todo mundo, e eu vejo esta nova iniciativa de histórias contadas pelo povo que é mais favorecido por ter visto algumas visões deles nos filmes. Eu vejo sua suas transformações na história, seus mudanças de integridade, sua própria dignidade, através de agregar isso nos filmes que são feitos.
O que você pensa sobre o movimento hip hop?
É muito fascinante porque o movimento hip hop em cada aspecto da sua evolução é parte de uma tendência de crescimento do pessoal jovem que tenta ter voz e tenta um jeito de engajamento na corrente, em ter poder nas suas próprias vidas. É um movimento de empoderamento. Menos a sua comercialização, os descontos, este tipo de empoderamento é desaconselhável. Mas nós os vemos falando com os outros e eles falam com os outros, os palestinos falam com os outros, os japoneses falam com os outros, eles se unem falando com outros, os brasileiros falam com os outros, os venezuelanos falam com os outros, os americanos falam com os outros, os americanos, vamos saber do dia deles o que representará uma parte vital, parte de como nós queremos ver o mundo, como o deverá mundo vir a ser unido, como o mundo precisa, precisa ser visto. O seu poder é importante e sua consciência é importante para criar este novo mundo que nós vemos.
(diretora de Trans Africa Forum)
Como uma organização nós temos um número de conselheiros que são famosos artistas populares nos EUA. Chuck Dee que é fundador de um grupo chamado Públic Enemy um grupo instrumental que garante que os grupos hip hops não tenham uma imagem negativa mas políticas progressivas positivas tem surgido nos EUA. Como uma organização nós vemos isso ainda como um algo importante neste momento que traz progressivamente vozes que vem da América Latina, vem da África, da Palestina e são ouvidas não somente nos seus paises mas internacionalmente, especialmente nos EUA onde você deve realmente ouvir estas vozes progressistas e positivas de outros países então eles não estão sozinhos na sua luta há alguma coisa que pode ser feita. Estas vozes que vem do mundo todo, elas verdadeiramente são divulgadas nos EUA e isso é muito importante para nós.
(Danny continua)
O nosso conselho da Trans África é de multi-geração nós esperamos que os membros dêem visibilidade ao conselho, nos esperamos trazer como membros do conselho quem é descendente de africanos, que vive no Caribe, que vive na América Latina, africanos, nós temos membros africanos no conselho Mantidje Auara, quem vem da Guiné, o famoso Scaler que é da Universidade de New York. Mas olhe toda esta idéia que você mencionou, voltando a sua questão, sobre os jovens, porque é automático quando você fala da geração hip hop você fala de gente jovem, nós temos uma diretora nova aqui que definitivamente tem parte na geração hip hop, nós temos, como eu digo, nós temos cada uma das gerações como Henry Bellafany, que fará 80 anos no final do mês, que está tão vivido como eu, um cidadão já senhor e gente nova com ela, no conselho da diretoria.
Como você estima o impacto do Fórum Social Mundial na África?
Nós sentimos que certamente o tempo do Fórum na África é algo profético em certo sentido, temos que dizer que tem tido algum impacto nos assuntos desagradáveis que estão ao nosso redor o terrorismo mundial. O mundo social precisa reunir gente que vem unida da sociedade civil, que vem unida dos ativistas, precisa ter impacto nos assuntos que afetam crianças e mulheres: o HIV, precisa ter impacto em como nós vemos o desenvolvimento, um mundo mútuo com várias formas de pensamento mas longe do paradigma liberal, tem que ter impacto também quando resolvemos um conflito. Ele, tinha acontecido o chamado para fazer o desenvolvimento que somente acontece no processo de paz. O rei freqüentemente refere-se dizendo: Paz não é a simples presença de não hostilidade mas a presença de justiça. Então todas estas coisas são importantes quando olhamos para o Fórum Social Mundial e o papel que fazemos neste continente tem que ser exemplo de que podemos fazer papéis semelhantes em todo o resto do mundo. Mas é importante, em particular, que nós façamos foco nas questões raciais, foco no assunto: o que a democracia significa neste tempo que falamos sobre a guerra, o que chamamos de guerra, da guerra fria, o terrorismo. Foco no que acontece neste continente e nós, é nossa responsabilidade porque todo o próprio continente verdadeiramente tem um lado, e a própria política palestina é uma política injusta, nos precisamos entender e ver o papel que os chineses fazem no continente. O Brasil, a secretária especial Sra Matilde, que está aqui veio ao continente 17 vezes, o presidente Lula veio de 17 a 21 vezes. Então os latinos americanos estão interessados no continente pela sua presença e pela sua relação que tem nas comunidades dos descendentes africanos. Falo sobre o Brasil, falo sobre a África: dos 165 milhões de habitantes, 80 milhões são descendentes de africanos.
O que mais surpreendeu você no Fórum?
Eu estou surpreso por tudo, pela multiplicidade de gente, de gerações, de gente jovem que está aqui, jovens ativistas, eu não estou surpreso que o governo brasileiro e a sociedade civil está aqui. O governo da Venezuela e a sua sociedade civil também estão aqui. Eu não estou surpreso por tudo isso. Eu penso que estou perplexo em podermos estar juntos e nós precisamos continuar juntos, nós precisamos reforçar um ao outro onde estivermos trabalhando para mudar este mundo. Eu continuo acreditando que esta idéia de que um novo mundo é possível, é duradoura, é brilhante, é forte e ainda apaixonante.
Qual é a importância em estar perto do governo brasileiro e da sociedade civil?
Isso fala por si mesmo, quando eu penso sobre o trabalho que o governo brasileiro está tentando fazer, o trabalho que acontece no relacionamento e na integração deste esforço, em outros paises como Uruguai, Venezuela, No Equador os esforços para democratização, a passagem para democratização que acontece, isso me deixa estimulado, eu fico animado com isso, eu sinto que há representatividade nas idéias, idéias práticas de desenvolvimento, eu estou alegre e agradecido por falar com a secretária especial Sra. Matilde, eu posso chegar ao seu escritório, e olhar para muitos aspectos da sociedade civil e ter um diálogo, criar um diálogo, diálogo é capacidade de renúncia e em muitos lugares no mundo esta é a idéia, isso pode trazer a tentativa de como lidar com estes assuntos, assuntos dos povos que estão em conflito a muitos anos muitas gerações, eu acho que está é a possibilidade, eu estou muito feliz por falar com o Brasil, e outros paises no Caribe. No Brasil tem que ser uma relação vital, uma que garante paz e justiça que a gente da raça merece. O relacionamento do Brasil com o resto do Caribe é uma relação muito importante, nós temos que achar um processo de integração, nós entendemos que 150 milhões de descendentes de africanos estão nesta região, somente 35 milhões vivem nos EUA, é um número muito pequeno, então a maioria vive além do mundo americano. Onde nós vamos encontrar, achar essa integração entre os assuntos dos afro-americanos nos EUA, assuntos dos afro-descendentes no Norte e assuntos do afro descendentes no sul. Noventa por cento dos descendentes de africanos vivem na pobreza. Africanos descendentes do Haiti descendo todo caminho até a ponta da América do Sul.
(diretora Trans África Forum)
Nossa singularidade tanto como organização como gente é que nós temos identificado o fato que é extremamente importante não somente o que acontece em todo mundo mas direto no nosso quintal para entender onde estão as intersecções entre o que acontece no Brasil, o que acontece na sociedade civil no Brasil. Que coisas que vocês estão fazendo que estão funcionando? Ter certeza que vocês tem um tipo de governo que representa o que o povo quer, isso é alguma coisa que certamente que nós precisamos aprender. É muito estimulante ser parte deste movimento no tempo que nós realmente podemos interceder, isso não é vil, estar envolvido com o que está acontecendo em todo mundo, ter possibilidade de vir e visitar. E observar, o que a sua sociedade civil organizada tem sido capaz de realizar? Agora nós sabemos que Danny Glover é uma personalidade e nosso outro membro do conselho James, eles são muitos envolvidos, significa a segurança que nós como americanos aprendemos o que acontece no Brasil, Venezuela, e outras sociedades que tem fortes movimentos progressistas. Como organização nós estamos muito animados em 2007, para nos dedicarmos como instituição para garantir que nós também estaremos mais envolvidos com o Brasil e em outros lugares.
(Danny continua)
Isso também é reconhecido, esta é uma nova iniciativa que nós estamos falando nos últimos 4 anos então há muito trabalho para fazer e isso significa muitos outros caminhos nos quais podemos nos engajar mutuamente para ter certeza que neste trabalho percorremos em uma mesma direção e especificar as coisas que queremos, mas a vontade política, a vontade de fazer o trabalho é essencial e o que sentimos em todas, em cada relacionamento em cada encontro que isso tudo não é verbalizado simplesmente, é alguma coisa que é real e está no espírito do povo e o espírito do povo é uma espírito de bom de mudanças.
Para parte do Brasil você é um herói pelo seu papel em Máquina Mortífera, e para outra parte ou seja o povo que trabalha com inclusão social você é também um herói por ser um ativista, como você lida com estas duas identidades e qual delas deixa você mais contente?
Bem e primeiro lugar a idéia de ser um herói me deixa um pouco desconfortável, eu sempre agi com a idéia de ser um cidadão. Eu estou marcando um momento extraordinário na história, James e eu viemos para o mesmo momento, muito ativismo, muito senso de responsabilidade social, vem na verdade de que queremos imitar essa gente que está fazendo este tipo de trabalho, muitos homens e mulheres de todo mundo então homem e mulher que estão fazendo este trabalho pelo mundo todo, no lugar que eles estão... Faly Luheima nos EUA, onde eles estão... Thoman Boya, eles estão, no Quênia, no lugar que eles estão...Nelson Mandela, onde eles estão...Julius Neiera, toda esta gente que aparece freqüentemente associada ao movimento de despertar, Martin Luther King, Malcon X. Mas o fato é de que nascemos disso, então em primeiro lugar, o que você falou para mim e que eu preciso lembrar é que é algo sem suporte, sem apoio, eu sou um cidadão e ponto. Eu quero levar essa cidadania ao máximo, o máximo nível da responsabilidade, o maior nível de serviço ao mundo e serviço para a comunidade, que pode ser minha própria comunidade ou a comunidade de serviço no mundo. O outro trabalho que eu faço é cultural, e deixe enfatizar eu sou trabalhador cultural: eu sou um trabalhador cultural o trabalho que eu trago, vem a ajudar a visibilidade num sentido geral, de modo extraordinário, além dos trabalhos que as pessoas fazem, fazer que outros tentem me imitar, tentem entender: O que costumava ser o ser humano no processo da dinâmica da humanidade, na dinâmica da história? Então, parte disso é o que eu sou, parte disso permite que eu possa explorar um tipo de relacionamento que vai além das minhas limitações para entender e ser uma parte dessa enorme energia que cerca a história que é contada, que acontece de cultura, para cultura, para cultura. Como o povo se legitima nos reforçamos? Que somos seres humanos através da imagem de si mesmo. Este é meu trabalho como trabalhador cultural. Eles juntos ironicamente em algum sentido não têm separação entre os dois, eles juntos se cruzam, eles juntos se formam mutuamente, eles juntos se elevam mutuamente e eles juntos elevam meu espírito.
Danny, como você vê o papel das igrejas no desenvolvimento social?
Deixe-me dizer, deixe-me somente dar exemplos do papel, do papel das igrejas que eu tenho visto no desenvolvimento social. O papel da teologia da libertação em outros países, o papel da teologia da libertação na América Latina, na América Central em outras partes do mundo. É um elemento muito importante, de fato, nos podemos fazer um argumento para primeiramente dizer que o primeiro líder da teologia da libertação foi Martin Luther King porque ele pegou as idéias de justiça, ele pegou as idéias das orações, as idéias não vieram da igreja, mas do próprio conteúdo da religião. Mas a igreja sempre teve uma outra missão, missão não de levar o povo para o momento lá do céu, mas também, eu não sou suspeito, mas também para entender e ter responsabilidade social e ser responsável pelo acontece com o povo enquanto eles vivem cada dia, o dia, o momento do nascimento até o dia da morte. Nos todos vivemos e morremos, e a igreja tem um momento, um lugar onde o povo pode ir e conhecer uma igreja responsável por cada momento que temos aqui, entende, então eu penso que a igreja tem um papel significante executar o que eles tinham e tem, tocar um papel que eu penso que é próprio dela, mas precisa ser mais ainda, homens e mulheres que acreditam que a igreja é uma organismo para mudança, eles acreditam em Jesus Cristo, é o povo com que temos relações, a religião que nós respeitamos e honramos, aquelas religiões que são religiões para mudanças sociais, religiões para transformação, e religiões para nossa elevação que somos seres humanos.