sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Jardim Ângela começa a preparar o Fórum Social Sul - SP


Ontem a noite aconteceu a primeira reunião do grupo, comandado pelo Padre Jaime Crowe, que irá realizar o Fórum Social Sul - SP no Jardim no segundo semestre em data a ser comunicada posteriormente.

Inicialmente foi discutido um texto do Oded Grajew sobre o Fórum Social Mundial de Nairóbi que analisou o evento de modo positivo e que faz parte de um processo de unir os explorados frente aos dominadores para um novo mundo possível e completa não só possível mas urgentemente necessário, visto que a nossa casa, a terra, está sendo destruída pelo sistema neo liberal.

É isso que o Fórum Social Sul - SP vem fazendo, isto é, estimulando um processo de retomada pela vida, vida digna para todos do Jardim Ângela, de São Paulo e do Brasil.

A equipe do Padre Jaime e todos seus colaboradores terão um grande desafio para a organização, captação de recursos e mobilização deste tradicional Fórum Social Sul - SP mas todos estão animados e sabedores da importância do evento.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Terra melhor distribuída: um clamor mundial.


A exemplo do movimento brasileiro MST, o movimento que une os sem terra, que também estava presente no FSM, lá existem várias ONGs que protestam e querem uma melhor distribuição de terras entre os quenianos, um país no qual os seus habitantes tem uma desigualdade sócio econômica imensa e que se reflete também na expectativa de vida do queniano: 49 anos.

Manifestações se repetem no FSM de Nairóbi




Este manifestante enquanto andava pela concentração com o cartaz alusivo ao presidente dos Estados Unidos, gritava em francês o seguinte: PAZ COM BUSH, É IMPOSSÍVEL.Este Fórum também foi marcado pelo protesto contra os sistemas neo liberais que tem trazido destruição pela sua transformação de tudo em produto, até seres humanos, com sentido de obter lucro a despeito de tudo até da destruição da natureza.

Lei Maria da Penha é discutida em Fórum Aberto


Dia 13 de fevereiro foi realizado no centro da cidade de São Paulo no Ministério Público um Fórum sobre a Lei Maria da Penha que determina a criação de mecanismos para punir e coibir a violência doméstica contra a mulher.
A cada 18 segundos uma mulher é agredida no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) que realizou um estudo em 2005 sobre a violência contra a mulher. A pesquisa ouviu 24 mil mulheres em dez países e mostrou que, no Brasil, 29% das paulistanas com parceiros regulares e 37% das pernambucanas da Zona da Mata já sofreram abuso físico ou sexual. Estiveram presentes representantes de ONGs, da promotoria da justiça e da população em geral.
O Observatório das ONGs entrevistou Dr. Viegas, a Dra Vânia Balera e o Dr Luiz Carlos Sirvinskas que falou sobre a importância da lei como fator de inibição para as agressões contra a mulher em ambiente familiar. Entre várias ONGs presentes estava a Rede Mulher representada pela Sra. Maria José (Zéza) Lopes Souza, esta ONG articula diversas outras ONGs e movimentos para formar um protocolo de atendimento às mulheres vitimadas. A Zeza ressaltou a importância da conscientização do poder público, tanto na instância de julgamento quando na fase de atendimento policial, afim de que no momento em que a vítima for atendida primeiro se preste o socorro médico e depois que ela seja encaminhada para o registro e verificação da ocorrência. Há também uma urgente necessidade da formação de infra estrutura como as casas abrigo, local de acolhimento, orientação e proteção da vítima. Por isso a discussão desta lei trará novas esperanças para que sofre esta degradante violência. Maiores informações da Rede Mulher podem ser obtidas pelo telefone: (11) 3873-2803, fax: (11) 3862-7050, e-mail: rdmulher@redemulher.org.br ou no site http://www.redemulher.org.br/